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19/02/2014

Já nas Bancas: Saiba tudo sobre a premiação QUEM



A revista QUEM desta semana, que chega às bancas na quarta-feira (19), traz a cobertura completa de tudo o que rolou na sétima edição do Prêmio QUEM, realizada no dia 11 de fevereiro, no restaurante Laguiole, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Além de vencer na categoria melhor atriz de cinema, Gloria Pires foi homenageada com o Grande Prêmio QUEM Acontece. No ano passado, ela se destacou no filme Flores Raras, de Bruno Barreto, sobre a vida da urbanista Lota de Macedo Soares. A atriz recebeu o prêmio das mãos da filha Cleo Pires.

"Ofereço este prêmio aos meus filhos, porque, no fim das contas, a nossa família é quem nos apoia e paga a conta da niossa falta. Parabéns pelo sétimo Prêmio QUEM. Bacana a iniciativa de ser um prêmio popular", disse.

18/12/2013

Gloria Pires entre as cinco escolhidas pelo site estrangeiro Indiewire por sua interpretação em Flores Raras

Gloria Pires foi uma das 5 escolhidas como melhor interpretação feminina do ano por uma das críticas da revista Indie Wire, considerado o Variety on line. 


* Os fãs podem dar sua nota ao filme e fazer criticas acessando ao site oficial

Fonte: Indiewire & Facebook Oficial Gloria Pires

29/11/2013

Flores raras - O melhor filme de 2013

Oi gente, para quem não conseguiu ver o filme '' Flores raras '' no cinema, conseguimos em primeira mão para vocês. ( a qualidade não está muito boa, mais o que vale é assistir o filme! ) 



OBS: Bom, como todos sabem, o filme Flores Raras contém 118 minutos, mais aonde achamos só tem 113. Mas boa parte do filme, vocês conseguirão ver. Abraços, 

- Equipe Para sempre Gloria Pires -


Pego do canal de PAULINHA A. no 4shared.


27/11/2013

Gloria Pires é homenageada no prêmio 'Rio Sem Preconceito'

Atriz foi homenageada pelo trabalho no filme 'Flores Raras', em que interpreta uma personagem homossexual



Gloria Pires foi homenageada da segunda edição do prêmio Rio Sem Preconceito, que aconteceu no Teatro Carlos Gomes, no Centro do Rio de Janeiro, na noite de terça-feira (26).
O evento, promovido pela prefeitura da cidade, defende igualdade dos direitos civis e humanos, a diversidade, a pluralidade de tipos e bons exemplos do Brasil e a batalha diária contra todos os tipos de discriminação.
Gloria foi homenageada por ter interpretado a arquiteta homossexual Lota Macedo de Soaresno filme Flores Raras. No evento, ela aproveitou para conversar com a amiga Cissa Guimarães. Elas se conhecem desde que contracenaram na novela Direito de Amar, trama de época que obteve sucesso nos anos 80.

. (Foto: .)

Fonte: QUEM

Gloria Pires no segundo prêmio do Rio sem Preconceito

Confira o vídeo de uma entrevista rápida com Gloria Pires :
                      

27/09/2013

Gloria Pires participa do Programa Altas Horas neste sábado (28/09)


foto feita por: @williamskeyton
foto feita por: @amandinha_fe
foto feita por: @williamskleyton
Gloria Pires e Antônio Fagundes são os convidados do próximo sábado (28) no Altas Horas, da Globo. Os atores, cujos nomes estão mais do que gravados na história da teledramaturgia brasileira, responderam às perguntas de Serginho Groisman e da plateia.

Fagundes falou sobre seu personagem em Amor à Vida:

“Quando fui convidado, a primeira ideia é que ele fosse morrer no capítulo 40, mas ele continuou na trama. Eu gosto de interpretá-lo pela complexidade do seu caráter como um ser humano qualquer”, conta.

Glória comentou sobre o filme Flores Raras, em que interpreta a arquiteta Lota de Macedo Soares e contracena com a atriz australiana Miranda Otto:

“Estou muito feliz com o resultado do filme porque as pessoas se emocionam. Acho muito importante resgatar momentos marcantes da história brasileira”, explica Glória.

A parte musical ficou por conta da Banda Calypso.
Fonte: O fuxico


19/08/2013

Veja entrevista com Bruno Barreto e Gloria Pires sobre o longa "Flores Raras"

Bate-papo com a atriz sobre seu mais novo trabalho nas telonas: Flores Raras.
 

Video upado por: Camilla Ramos
Site Mosaico Baiano


Bruno Barreto nega que 'Flores Raras' seja um filme sobre homossexualismo

Longa trata da relação de Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares


Miranda Otto e Gloria Pires no filme  - Divulgação
Elizabeth & Lota
Em Gramado, onde abriu o 41.º Festival de Cinema com Flores Raras, Bruno Barreto não se cansou de repetir que seu filme não é sobre homossexualismo, embora baseado na história da ligação entre a arquiteta Lota de Macedo Soares e a poeta norte-americana Elizabeth Bishop. Flores Raras, já está em cartaz em salas de todo o Brasil, muito provavelmente para retomar/aprofundar essa discussão.

É curiosa a relação da crítica com o filme. Ninguém é mais crítico com o próprio trabalho que Barreto. Ele deve sua popularidade a Dona Flor e Seus Dois Maridos, que até recentemente –Tropa de Elite 2 – ostentava o título de maior bilheteria do cinema brasileiro. Para Bruno, porém, seus melhores filmes – os que ele coloca acima da média – são O Romance da Empregada, Atos de Amor (nos EUA) e Ônibus 174. Talvez, como Barreto diz, no futuro venha a integrar Flores Raras ao lote. Para os que não gostam de seu cinema – nem desses filmes –, Flores Raras é o melhor filme do diretor.

Não é – mas tem cenas fortes. E já que ele diz que não é sobre homossexualismo, o público pode muito bem se perguntar sobre o que é, então? Ele responde. “Minha mãe (a produtora Lucy Barreto) comprou os direitos e aceitei dirigir, mas durante muito tempo pensei no que seria o tema. É um filme sobre perdas. Baseia-se numa inversão dramatúrgica, a mulher forte que vai se enfraquecendo (Lota) e a fraca que termina por impor sua força (Elizabeth)”, diz o diretor.

Uma cena, logo no começo do filme, prenuncia a mudança. Lota acolhe em sua casa a amiga da companheira. A personagem parece a lésbica de carteirinha – um trator. Assusta a reprimida Elizabeth com sua expensão, mas, de repente, a gringa joga a cabocla na parede, a abraça por trás e solta sua cabeleira. Lota abre-se como uma flor – ela que, como arquiteta paisagista, trabalha tanto com flores – e prenuncia a fragilidade que ainda parece distante.

Gostar ou não gostar do filme e das personagens será uma escolha ou viagem íntima que o espectador terá de fazer. Lota é reacionária, apoia e comemora, para espanto de Elizabeth, o golpe militar. Termina isolada. Mas isso, que faz parte da realidade da história, vem bem depois. As melhores cenas do filme são duas cenas que vêm lá pelo meio. Lota compra uma criança para satisfazer o desejo da ex-companheira de ser mãe. Compra – vai lá, toma o bebê, dá o dinheiro, com a mais aparente, ou completa, das insensibilidades. A cena termina no olhar da mãe que cedeu, que vendeu – para poder dar de comer aos outros filhos. Emenda-se com outro olhar – o de Elizabeth, criança, quando vê a mãe ser arrancada dela e levada como bicho, numa carrocinha que parece de animais, para o manicômio, onde morre. O próprio Bruno Barreto concorda que, inconscientemente, talvez, pode muito bem ter feito o filme por essas duas cenas-chave.

A jornalista Marta Goes escreveu uma peça – Flores Raras – baseada no assunto, ou na ligação de Lota e Elizabeth. Bruno Barreto lhe faz um agradecimento, mas seu filme não se baseia na peça e sim, no livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmem Lúcia de Oliveira. A história tem a estrutura de um melodrama. “Não seria diferente se a história de amor fosse entre um homem e uma mulher.” Sua crítica, tênue, à elite que encampou o golpe militar se faz por meio da perplexidade no olhar de Elizabeth. É um filme muito certinho, limpo, com excesso de música. Bruno defende cada uma de suas escolhas, mas não polemiza. Ele só rebate quando o repórter cita a maneira como mostra o processo de criação de Elizabeth Bishop e o compara às cenas de criação em Brilho de Uma Paixão, de Jane Campion, sobre o romance entre o poeta John Keats e a jovem Fanny Browne. “Aquilo é tudo que eu não queria”, diz o diretor, com veemência.

Fonte: ESTADÃO

18/08/2013

Glória Pires fala do desafio de interpretar romance com outra mulher

O Fantástico e fala do desafio de decorar textos em inglês para o filme “Flores Raras”, de Bruno Barreto.


Duas mulheres - uma brasileira e uma americana - se apaixonam no Brasil da década de 50. E vivem uma história de amor que parece impossível. 

Parece, mas é real e acabou de chegar aos cinemas, com Glória Pires à frente de um elenco internacional no filme "Flores Raras".

O Fantástico conversou ela e com a atriz australiana Miranda Otto sobre esse romance tão delicado.

Em um momento do país em que a discussão sobre os direitos dos homossexuais está em grande evidência uma das nossas maiores atrizes chega às telas do cinema interpretando, vivendo uma história de amor entre duas mulheres. Uma história real, que se passa na década de 50, mas que poucos brasileiros conhecem.

“Muito pouca gente conhece. Essa foi uma razão... Eu diria que foi a razão principal pela qual eu me interessei tanto em participar desse projeto”, destaca Glória Pires. 

No filme “Flores Raras”, de Bruno Barreto, Glória faz o papel de Lota de Macedo Soares, arquiteta ousada, responsável pelo projeto do parque do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, nos anos 50.

Na vida pessoal, sua ousadia maior foi viver um romance com outra mulher, a poetisa americana Elizabeth Bishop, no filme interpretada pela atriz australiana , Miranda Otto, um choque para a sociedade carioca da época.
Glória: Era um assunto realmente proibido. A família podia internar num hospício, eram coisas horríveis.
Fantástico: Você não podia ter relação pessoa do mesmo sexo.
Glória: É, não.
Fantástico: Mas ela teve e ela assumiu isso.
Glória: Assumiu por 12 anos isso.

“No momento desse relacionamento, nesse período, elas viram florescer suas potencialidades: a Lota, à frente do parque, e a Bishop, sendo premiada com o maior prêmio da literatura norte-americana, que é o Pulitzer”, disse Glória.
Fantástico: Como é que você acha que vai ser a reação do público brasileiro vendo Glória Pires num papel de homossexual?
Glória: Foi por isso que eu aceitei. Porque era um desafio.
Fantástico: Tem cenas íntimas?
Glória: Tem, tem.

Fantástico: E como é que você quer que essa história de amor entre essas duas mulheres toque as pessoas? Toque o público?
Glória: O bonito do filme é que ele é um filme extremamente elegante.
Fantástico: Romântico?
Glória: Não sei se é romântico, não sei se é romântico. Mas é tocante. É tocante.
Fantástico: E fala de amor e um pouco de força feminina.
Glória: É. Desse encontro, esse encontro, o florescimento desse encontro.

Fantástico: Viver uma homossexual já foi um desafio. Agora, dentro desse desafio, quais os momentos mais fortes pra você?
Glória: A questão do inglês, porque não é minha língua materna. Eu falo inglês, eu me viro, eu leio eu ouço e compreendo bem, mas eu nunca tinha interpretado em inglês. Isso é um outro aprendizado. Memorizar um texto em inglês.

A atriz Miranda Otto chega durante nossa conversa e elogia o inglês de Glória. Mais que isso! Faz questão de dizer que Glória é uma mulher bonita, forte, tem integridade e é muito equilibrada como atriz.

Glória retribui os elogios...
Renata: Pelo que eu percebi vocês se tornaram Best Friends, melhores amigas.
Glória: Best friends...

Gloria afirma que foi um grande prazer conhecer e trabalhar com a Miranda. Você é muito especial, diz ela.

Miranda responde, você é uma querida!

Fonte: Fantástico


Gloria Pires e Adam Sandler são destaques nos cinemas de Manaus

'Flores Raras', protagonizado pela brasileira, estreia nos cinemas da capital.


Glória Pires, durante os ensaios, já caracterizada como a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares (Foto: Divulgação)

O filme 'Flores Raras' é o destaque da programação dos cinemas de Manaus nesta semana. Dirigida por Bruno Barreto, a película traz às telonas o romance da arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, vivida por Gloria Pires, e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop, papel de Miranda Otto, da trilogia 'O Senhor dos Aneis'.
Ambientado no Rio de Janeiro e na Nova York dos anos 50, 'Flores Raras' mostra ainda a amizade de Lota com o ex-governador do antigo Estado da Guanabara, Carlos Lacerda (interpretado por Marcelo Airoldi). O filme foi exibido no último Festival de Cinema de Gramado, um dos mais tradicionais do país, e deve ter lançamento internacional até o fim do ano.
Fonte: G1

16/08/2013

Gloria Pires fala sobre o longa 'Flores Raras' em entrevista ao Fantástico


Gloria Pires e Miranda Otto falam à apresentadora Renata Ceribelli sobre o trabalho no novo longa “Flores Raras”, de Bruno Barreto


gloria (Foto: TV Globo)



Neste domingo, as atrizes Gloria Pires e Miranda Otto falam à apresentadora Renata Ceribelli sobre o trabalho no novo longa “Flores Raras”, de Bruno Barreto. O filme estrelado pela dupla conta a história de amor entre a poeta americana Elisabeth Bishop e Lota de Macedo Soares, a arquiteta carioca que idealizou e supervisionou a construção do parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, na década de 1960.



Fonte: G1/Fantastico





Flores Raras estreia hoje. Veja onde assistir


16 de agosto de 2013



PosterCinema FloresRaras2a (Large)

Estrelado por Gloria Pires e Miranda Otto, produção passou com sucesso pelos festivais de Tribeca e Berlim
Dirigido por Bruno Barreto (Dona Flor e seus Dois Maridos), Flores Raras, participou do Festival de Tribeca deste ano e ainda da Sessão Panorama do 63º Festival de Berlim, em ambos, a produção foi recebida por grande entusiasmo pelo público e crítica.
Flores Raras estreia hoje nos cinemas. Veja onde assistir!

FLORES RARAS

CinemaCidade
1Shopping RiomarAracaju
2Cinépolis Iguatemi AlphavilleBarueri
3Del ReyBelo Horizonte
4Diamond MallBelo Horizonte
5Multiplex Boulevard ShoppingBelo Horizonte
6Patio SavassiBelo Horizonte
7Espaço Itaú de CinemaBrasilia
8Iguatemi BrasíliaBrasilia
9Kinoplex BoulevardBrasilia
10Kinoplex ParkshoppingBrasilia
11Pier 21Brasilia
12Cultura Liberty MallBrasilia
13Cineflix GalleriaCampinas
14Iguatemi CampinasCampinas
15Kinoplex D PedroCampinas
16Campo GrandeCampo Grande
17Cinespaço The SquareCotia
18Arteplex CbCuritiba
19Parkshop BariguiCuritiba
20Uci Estacao Plaza ShowCuritiba
21Cinespaço BeiramarFlorianopolis
22Cinesystem IguatemiFlorianopolis
23Uci Shopping IguatemiFortaleza
24Kinoplex GoianiaGoiania
25Lumiere BouganvilleGoiania
26Flamboyant GoianiaGoiânia
27Cinespaco Mag shoppingJoão Pessoa
28Cinemais MilleniumManaus
29Studio Festival MallManaus
30Midway MallNatal
31Cmkb NiteroiNiteroi
32Barra SulPorto Alegre
33Cinespaco WalligPorto Alegre
34Gnc Cinemas IguatemiPorto Alegre
35Guion CenterPorto Alegre
36IpirangaPorto Alegre
37Moinhos ShoppingPorto Alegre
38Praia De BelasPorto Alegre
39Unibanco Arteplex 8Porto Alegre
40Uci Kinoplex Casa ForteRecife
41Uci Shopping RecifeRecife
42Cmk Riomar RecifeRecife
43ArteplexRio De Janeiro
44BotafogoRio De Janeiro
45Cinemaxx Laura AlvimRio De Janeiro
46Cinépolis LagoonRio de Janeiro
47Downtown BarraRio De Janeiro
48Espaco Rio Design BarraRio De Janeiro
49Estacao Vivo GaveaRio De Janeiro
50Instituto Moreira SalesRio de Janeiro
51Kinoplex Fashion MallRio De Janeiro
52Kinoplex São LuizRio De Janeiro
53Kinoplex TijucaRio de Janeiro
54LeblonRio De Janeiro
55Rio SulRio De Janeiro
56RoxyRio De Janeiro
57Uci New York CityRio de Janeiro
58Village MallRio de Janeiro
59Cinépolis Bela VistaSalvador
60Espaco Glauber RochaSalvador
61Saladearte Cine VivoSalvador
62Uci ParalelaSalvador
63Uci Shop IguatemiSalvador
64Espaco Unib De SantosSantos
65PraiamarSantos
66Roxy Patio IporangaSantos
67Park Shopping Sao CaetanoSão Caetano do Sul
68Cinépolis Continente ParkSão José
69Cinépolis São Luis ShoppingSão Luis
70UCI KinoplexSão Luis
71Cidade JardimSão Paulo
72Cine Livraria CulturaSão Paulo
73Cinépolis JK IguatemiSão Paulo
74Espaco UnibancoSão Paulo
75IguatemiSão Paulo
76Kinoplex Vila OlimpiaSão Paulo
77Reserva Cult De CinemasSão Paulo
78SabespSão Paulo
79Unibanco PompeiaSão Paulo
80Arteplex SpSão Paulo
81Kinoplex ItaimSão Paulo
82Market PlaceSão Paulo
83Metro Santa CruzSão Paulo
84Patio HigienopolisSão Paulo
85PaulistaSão Paulo
86PlayArte BristolSão Paulo
87Uci Jardim SulSão Paulo
88Uci Shop Analia FrancoSão Paulo
89Villa LobosSão Paulo
90Kinoplex Pr CostaVila Velha
91CinemagicVitoria
92Cmkb VitoriaVitoria

O filme, 19º longa-metragem de Bruno Barreto e estrelado por Gloria Pires e Miranda Otto, recria o Rio de Janeiro nas décadas de 50 e 60 do século passado para acompanhar a real história de amor entre a poeta norte-americana Elisabeth Bishop e a “arquiteta” carioca Lota de Macedo Soares.
Elisabeth Bishop, emocionalmente frágil, alcoólatra e que passava a vida em viagens, sem família e residência fixa, torna-se cada vez mais forte à medida que sofre diversas perdas em sua vida. Lota de Macedo Soares, otimista, auto-confiante e empreendedora, torna-se cada vez mais fraca quando vê ameaçado o grande amor de sua vida e o controle de seu maior projeto, o Parque do Flamengo.
Fonte: Imagem filmes.


"Tenho orgulho desse filme", diz Gloria Pires sobre longa em vive homossexual

 Foto: AgNews

Gloria Pires esperou longos 17 anos desde que foi convidada para fazer Flores Raras até a sua realização. Lucy Barreto, mãe do cineasta Bruno Barreto, o responsável pelo filme, comprou os direitos do livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen L. Oliveira, em 1995. Só muitos anos depois, ele foi rodado e lançado, chegando aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (16).  "Certamente, hoje, eu me sinto muito mais preparada, com mais estofo para fazer essa personagem, dessa magnitude, do que 16 ou 17 anos atrás. O que seria diferente a gente não sabe, porque provavelmente não seria a mesma equipe", disse a atriz em entrevista no hotel Staybridge, em São Paulo, no último dia 5.
"Eu trabalho há 42 anos. Dezessete não é nada, mas é tudo. O que eu quero dizer  é que a vida passa, o tempo está aí, as coisas estão acontecendo. E, sendo atriz, as coisas me atingem e operam mudanças ou acrescentam", disse. "A personagem é real, mas a forma de realizar há 16, 17 anos teria sido outra. Nesse tempo, ele (Bruno Barreto) também viveu outras coisas. Houve um tempo de maturação dessa história", completou.
No filme, Gloria é a arquiteta Lota de Macedo Soares, brasileira que teve um romance com a poeta norte-americana Elizabeth Bishop nas décadas de 50 e 60, um dos períodos mais criativos de ambas as "artistas". A atriz, conhecida por seus papéis em novelas da TV Globo, afirmou que não se preocupa com o fato do público que a vê na televisão poder estranhar seu personagem no cinema. "Não crio uma expectativa quanto a isso. Fiz a personagem da melhor forma que pude e me deu um enorme prazer em fazer. Tenho o maior orgulho de ter feito esse filme, ter recebido esse personagem para interpretar. É até aí onde eu vou. Eu gosto do que eu vejo, fico orgulhosa do que eu vejo. Então, tudo o que teve de espera, de ansiedade, acho que valeu a pena. Tudo. Ficou inteiro. Está lá e disse a que veio. Como as pessoas vão receber não sei. Sou péssima em fazer previsão", opinou.
Gloria jurou que não é uma workaholic, mas o fato é que ela terminou Guerra dos Sexos, em abril e logo já emendou dois projetos no cinema, Nise da Silveira – Senhora das imagens, que ainda não foi lançado, e Flores Raras. Apesar da correria, ela não se queixa. Pelo contrário, até agradece a possibilidade de estar em tantos bons trabalhos. "Para mim é importante. Eu tenho trabalhado bastante e não me queixo disso de jeito nenhum. Eu adoro trabalhar e ainda mais projetos bacanas, personagens legais, eu não consigo recusar. Tem uma força maior me impedindo. Não sou uma workholic, mas sou uma caçadora de bons projetos e desafios", contou.

Gloria jurou que não é uma workaholic, mas o fato é que ela terminou Guerra dos Sexos, em abril e logo já emendou dois projetos no cinema, Nise da Silveira – Senhora das imagens, que ainda não foi lançado, e Flores Raras. Apesar da correria, ela não se queixa. Pelo contrário, até agradece a possibilidade de estar em tantos bons trabalhos. "Para mim é importante. Eu tenho trabalhado bastante e não me queixo disso de jeito nenhum. Eu adoro trabalhar e ainda mais projetos bacanas, personagens legais, eu não consigo recusar. Tem uma força maior me impedindo. Não sou uma workholic, mas sou uma caçadora de bons projetos e desafios", contou.
"Essa alternância (entre TV e cinema) para mim é importantíssima, porque eu faço muita televisão. Agora tenho feito muito cinema também. Então, é muito bom, porque se eu fosse fazer isso na TV, não ia sair do ar. Assim, eu posso continuar me exercitando, fazendo outras coisas, personagens diferentes e voltar e me recarregar para outros papéis na TV. Essa novela que eu fiz, que acabou agora, Guerra dos Sexos, para mim, como atriz, foi uma delícia porque tinha cenas enormes, onde tudo acontecia. Começava com uma comédia de torta na cara, terminava em um dramalhão do marido morrendo. Isso tudo em uma cena. É o tipo de coisa que o Silvio de Abreu adora fazer e para o ator é maravilhoso. É um treino incrível e para isso também você tem que ter fôlego. Então, eu acho que essa questão, de estar sempre trabalhando, sempre exercitando, tem me possibilitado esse jogo de cintura, esse picadeiro. É como se fala: fulano tem picadeiro, tem experiência, tem pique", explicou.
 Foto: Divulgação
Gloria Pires também falou sobre a responsabilidade de fazer um personagem real, como é o caso de Lota. "Quando você tem um personagem real, você tem outro tipo de responsabilidade. Acho que tem que tomar mais cuidado, porque aquela pessoa existiu, não é uma ficção. Então, quando está em um personagem ficcional, você tem mais liberdade, não está preso a nada. Não sei se é mais fácil ou mais difícil. Realmente, não sei", afirmou.
Sobre a preparação para viver a arquiteta, Glória se apoiou na leitura. "Não tive muito material no sentido de quantidade. Mas eu tinha muito material no sentido de qualidade. Especialmente, um livro que eu recebi, Invenções de Si Em Histórias de Amor: Lota e Bishop, de Nádia Nogueira.  Era uma defesa de tese dela, onde ela retrata o universo homossexual dos anos 40 até 70 no Rio de Janeiro. Então, para mim isso foi muito importante. Ela usa a história das duas e as coisas que aconteceram com a Lota. O impacto que teve o fato dela ter sido tão atacada na época da feitura do Aterro do Flamengo e o que isso deve ter acarretado nessa doença nervosa que ela desenvolveu, então foi um livro muito importante que me deu esse suporte para entender melhor o que pode ter acontecido ali quando você não tem onde ler, quando você não tem realmente aquela historinha bonitinha ali, desenvolvida", disse.
 Foto: Divulgação

Fonte: CINEMA.TERRA


15/08/2013

Gloria Pires e Bruno Barreto - Coletiva de Imprensa

Glória Pires e Bruno Barreto - Coletiva de ImprensaAmanhã estreia o filme Flores Raras, nova produção da família Barreto, dirigida por Bruno Barreto e protagonizada por Miranda Otto e Gloria Pires. A trama conta a história de amor entre a arquiteta brasileira Lota Macedo Soares e da poeta norte-americana Elizabeth Bishop, suas perdas e conquistas. E a forma como cada uma delas vai se transformando à medida que o tempo passa. Lota, antes segura de si e com uma personalidade forte, vai se fragilizando e entrando em depressão, enquanto que Bishop, deprimida e com problemas de bebida, vai se fortalecendo.

Segunda-feira, Bruno Barreto e Gloria Pires vieram à Salvador para uma pré-estreia no UCI Iguatemi. Infelizmente, só foi possível uma coletiva de imprensa rápida com eles, devido a agenda corrida da dupla, que já esteve emGramado e continua peregrinando pelo Brasil. Ainda assim, foi um bate-papo com revelações interessantes. Em off, Glória ainda completou que uma das coisas mais a instigou para aceitar o papel é a pouca informação que o público tem em relação à Lota, uma mulher forte que deixou legados importantes como o Parque do Flamengo. Vejam como foi a coletiva. E se quiserem ver mais fotos, visite nossa página no Facebook.


Correio da Bahia - O filme vai ser lançado agora em um momento bastante peculiar onde está se discutindo a cura gay, imagino que tenha sido coincidência. Gostaria que vocês falassem um pouquinho sobre a importância do filme ter sido lançado no atual contexto social e político do país. 
Glória Pires e Bruno Barreto - Coletiva de ImprensaGloria Pires – Tem um dado interessante, que entre o momento da compra dos direitos do livro até o momento atual do lançamento do filme, foram dezoito anos. E coincidiu em ser o momento em que o debate sobre o homossexualismo está em alta. Acho que o filme contribui para esse debate. Não é um filme sobre o homossexualismo, mas tem esse fato como uma situação das personagens principais. Acho que ele contribui de uma maneira muito positiva, mostrando essa relação amorosa. E o desejo delas. 

Bruno Barreto – Só completando o que ela falou. O filme não é sobre a homossexualidade. É uma história de amor. E a forma como essas duas personagens vão invertendo os papéis. A Bishop que era frágil e vai se fortalecendo, enquanto que a Lota vai ficando mais frágil a medida que vão lidando com as perdas. Poderia ser uma história entre um homem e uma mulher. É tudo tratado com a maior naturalidade. Acho que o maior tributo que podemos fazer a essa causa, é isso, tratar com naturalidade. Poderia ser um homem e uma mulher. 

iBahia – Com essa demora para a concretização do filme, queria saber como foi a preparação, até pela expectativa, se você hesitou em algum momento. 
Glória Pires e Bruno Barreto - Coletiva de ImprensaGloria Pires – Eu não hesitei em momento nenhum, eu só fiquei esperando, esperando (risos). Esperamos dezessete anos para isso se concretizar. E a preparação se deu praticamente esse tempo todo. Mas, somente quando foi batido o martelo e colocou-se data para começar a filmar eu mergulhei profundamente no material, que não era muito, que existia em torno da Lota. Mas, esse tempo todo foi uma preparação de alguma forma. Porque de tempos em tempos a Lucy Barreto me colocava a par de como estava o projeto, se estava fazendo um novo tratamento do roteiro. Aí ela falou “vou mandar pro Bruno, acho que ele vai ser o diretor do filme”. Então, ela ia me dando sempre uma posição atualizada. E claro, cada vez que ela me ligava, aquilo vinha forte em minha cabeça. Eu já tinha lido o livro da Carmem. Estava ligada à história, aquilo tudo voltava, algumas cenas. Em especial aquela cena da hora em que elas apanham a Bishop e vem subindo a estrada cantarolando. Aquilo sempre ficou forte na minha cabeça. E a preparação também se deu a partir do meu amadurecimento pessoal e profissional.

Rádio Metrópole – Queria saber de você o seguinte. A gente discute muito a representação do gay em novelas. Como você enxerga a representação da homossexualidade em novelas e agora no cinema nacional?

Gloria Pires – Acho que o nosso público está mais preparado para aquilo que seja abordado com mais seriedade. Não somente colocando o homossexual como o engraçado, o debochado. E também não como o psicopata problemático. Essa novela das oito agora, por exemplo, tem bastante espaço, mostrando algumas pessoas que são homossexuais, que tipo de vida elas têm. E isso também é interessante porque a sociedade está mais aberta, mais receptiva, eu acho. E no cinema, o nosso filme, embora não esteja levantando nenhuma bandeira, ele está tratando de uma forma bem positiva, clara, transparente sobre a questão. 

Bahia Notícias – Eu queria saber como foi a preparação e escolha do elenco como um todo. Por exemplo, a Miranda Otto é uma australiana. Porque a escolha dela e não de uma brasileira que treinasse o inglês, por mais que a personagem fosse americana. 
Glória Pires e Bruno Barreto - Coletiva de ImprensaBruno Barreto – Primeiro porque para fazer uma americana, nada melhor do que uma americana. Imagina se a gente chamasse uma americana para fazer uma brasileira, ficaria estranho. Então, esta é uma questão até de facilitar o meu lado, né? (risos) E de verossimilhança. Nós chegamos à Miranda depois de um longo processo. A rigor, para seguir essa linha da verossimilhança deveria ser uma atrizamericana. Mas, em um certo sentido, a Bishop era uma americana muito pouco americana. Ela vivia viajando, ela era um peixe fora d´água. Então, eu acho que a escolha da Miranda passou por aí também. Antes dela, estava pensando em uma atriz inglesa. Porque eu e minha mãe (Lucy Barreto), que é a produtora do filme, ficamos discutindo isso de que não deveria ser uma atriz americana, apesar de ser uma que tivesse o inglês como língua nativa. Mas, a Miranda, eu já era fã dela desde que tinha visto um filme do Michel Gondry chamado A Natureza Humana. Ela tinha um papel pequeno, mas chamou a atenção. E depois, claro, a trilogia O Senhor dos Anéis e a mulher do Tom Cruise em Guerra dos Mundos. Enfim. Eu sempre achei o tipo dela interessante. E ela, muito interessante como atriz. A Glória já estava no projeto antes de eu entrar. Logo que minha mãe comprou os direitos, eu não me interessei. Só sete anos depois, quando minha ex-mulher, Amy Irving, fez um monólogo da Marta Góes sobre o mesmo tema, que é Um Porto Seguro para Elizabeth Bishop. Aí eu pensei “pôxa, talvez tenha um filme aí”. Foi aí que começou a nascer um filme dentro de mim. Eu levei mais quatro anos para descobrir porque contar essa história. Falar da perda, encontrar uma história de amor para falar da perda. Então começou o processo que fui me apropriando da história. Mas, não tinha outra atriz que pudesse fazer a Lota. Há muito tempo que eu queria trabalhar com a Glória, meu irmão já tinha trabalhado três vezes, mas eu nunca. A única vez que escrevi uma carta foi para Glória, elogiando a cena em que ela estava bêbada em A Partilha. Uma cena dificílima. 

Gloria Pires – Agora você tem que escrever uma carta pra Miranda (risos)

Bruno Barreto – É verdade (risos). Porque fazer bêbado é uma armadilha, não é para qualquer ator. Aliás, ouvi isso uma vez de alguma atriz, fazer bêbada e louca é uma roubada. (risos). E aí eu tive a ajuda de minha produtora de elenco brasileira, a Márcia Andrade, que me ajudou a compor um time de atores muitos bons. 

CinePipocaCult – Glória, queria que você falasse um pouco sobre a preparação da Lota, sendo ela uma personagem real. Como é a preocupação de ter características da pessoa, que aqueles que conheceram a reconheçam, mas não cair na caricatura no momento em que você se apropria do personagem e constrói sua própria interpretação. Queria que você falasse um pouquinho sobre isso. 
Glória Pires e Bruno Barreto - Coletiva de ImprensaGloria Pires – Na verdade, a diferença de criar um personagem que existiu e um totalmente ficcional é só a responsabilidade em retratar aquela pessoa que tem familiares, passou pela vida, as coisas realmente aconteceram. É mais nesse aspecto. Eu acho que quanto mais você pode ter de informação a respeito do personagem, sendo real ou não, melhor é. Não acho que corra o risco de cair na caricatura. A caricatura é o contrário, é quando você tem pouco material e procura fazer a forma, sem um sentimento de dentro pra fora. Quando você se prende à forma, aí pode cair na caricatura. Mas quando você vai mergulhando naquela vida, vai conhecendo mais, vai absorvendo algumas características, a tendência é ficar mais verdadeiro. 

Cinema Detalhado – Queria fazer duas perguntas. Para o Bruno, queria saber porque teve esse hiato de seis anos entre seu último filme e agora. E para Glória, qual foi o papel mais desafiador que você teve como atriz e por quê?

Bruno Barreto – Esse hiato não foi tão longo, mas foi longo. O último filme que eu tinha lançado foi em 2008, que foi A Última Parada Ônibus 174. Eu fiz dois episódios de 40 minutos, que formavam uma história só, então era como um longa, para a Rede Globo. Adorei fazer essa história, que era Amor em Quatro Atos. Mas, esse tempo todo eu fiquei trabalhando no roteiro de Flores Raras. Claro que eu trabalhei também em outros roteiros que estou fazendo agora. Então, foi um momento de hibernação, de preparação de diversos projetos que estou fazendo agora, praticamente um atrás do outro. Mas, esse tempo foi um amadurecimento desse projeto, que eu assumi o roteiro exatamente em 2008, e venho trabalhando desde então. Mesmo durante as filmagens, com a ajuda da Glória, da Miranda que foram fundamentais nesse processo. Um processo muito rico e dinâmico que me ajudaram a aprimorar e trazer todas as nuanças que a história tem. 

Gloria Pires – Personagem mais desafiador... No cinema?

Cinema Detalhado – Qualquer um. 
Glória Pires e Bruno Barreto - Coletiva de ImprensaGloria Pires – Televisão é muito complicado, mesmo porque é muito ágil e você não tem muito tempo. Você faz e já assiste. E você fica um pouco sozinho assim. Hoje existem os coachings que são os profissionais que ajudam, auxiliam os atores com as habilidades que seu personagens precisam ter. Línguas, armas, esporte, enfim. Quando fiz o meu primeiro filme com o irmão do Bruno, o Fábio Barreto, eu tinha dezessete anos, não tinha esse profissional. Eu fazia uma índia. E eu era uma menina de cidade, não tinha nada de ligação com o campo. Então, eu acho que aquele papel foi o mais difícil que eu fiz. Foi mais desafiador porque eu fiz sozinha, construí aquilo ali da minha cabeça com os livros que eu tinha pra ler e o meu entendimento de dezessete anos. Então, foi um grande desafio. Hoje eu tenho amadurecido, tenho trabalhado, tenho mais experiência, tenho mais facilidade para absorver certas coisas. E na época não tinha. Então, olhando assim, esse espaço de tempo todo, aquele foi meu papel mais desafiador.

Fonte: Cine pipoca cult