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29/11/2013

Flores raras - O melhor filme de 2013

Oi gente, para quem não conseguiu ver o filme '' Flores raras '' no cinema, conseguimos em primeira mão para vocês. ( a qualidade não está muito boa, mais o que vale é assistir o filme! ) 



OBS: Bom, como todos sabem, o filme Flores Raras contém 118 minutos, mais aonde achamos só tem 113. Mas boa parte do filme, vocês conseguirão ver. Abraços, 

- Equipe Para sempre Gloria Pires -


Pego do canal de PAULINHA A. no 4shared.


19/08/2013

Veja entrevista com Bruno Barreto e Gloria Pires sobre o longa "Flores Raras"

Bate-papo com a atriz sobre seu mais novo trabalho nas telonas: Flores Raras.
 

Video upado por: Camilla Ramos
Site Mosaico Baiano


Bruno Barreto nega que 'Flores Raras' seja um filme sobre homossexualismo

Longa trata da relação de Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares


Miranda Otto e Gloria Pires no filme  - Divulgação
Elizabeth & Lota
Em Gramado, onde abriu o 41.º Festival de Cinema com Flores Raras, Bruno Barreto não se cansou de repetir que seu filme não é sobre homossexualismo, embora baseado na história da ligação entre a arquiteta Lota de Macedo Soares e a poeta norte-americana Elizabeth Bishop. Flores Raras, já está em cartaz em salas de todo o Brasil, muito provavelmente para retomar/aprofundar essa discussão.

É curiosa a relação da crítica com o filme. Ninguém é mais crítico com o próprio trabalho que Barreto. Ele deve sua popularidade a Dona Flor e Seus Dois Maridos, que até recentemente –Tropa de Elite 2 – ostentava o título de maior bilheteria do cinema brasileiro. Para Bruno, porém, seus melhores filmes – os que ele coloca acima da média – são O Romance da Empregada, Atos de Amor (nos EUA) e Ônibus 174. Talvez, como Barreto diz, no futuro venha a integrar Flores Raras ao lote. Para os que não gostam de seu cinema – nem desses filmes –, Flores Raras é o melhor filme do diretor.

Não é – mas tem cenas fortes. E já que ele diz que não é sobre homossexualismo, o público pode muito bem se perguntar sobre o que é, então? Ele responde. “Minha mãe (a produtora Lucy Barreto) comprou os direitos e aceitei dirigir, mas durante muito tempo pensei no que seria o tema. É um filme sobre perdas. Baseia-se numa inversão dramatúrgica, a mulher forte que vai se enfraquecendo (Lota) e a fraca que termina por impor sua força (Elizabeth)”, diz o diretor.

Uma cena, logo no começo do filme, prenuncia a mudança. Lota acolhe em sua casa a amiga da companheira. A personagem parece a lésbica de carteirinha – um trator. Assusta a reprimida Elizabeth com sua expensão, mas, de repente, a gringa joga a cabocla na parede, a abraça por trás e solta sua cabeleira. Lota abre-se como uma flor – ela que, como arquiteta paisagista, trabalha tanto com flores – e prenuncia a fragilidade que ainda parece distante.

Gostar ou não gostar do filme e das personagens será uma escolha ou viagem íntima que o espectador terá de fazer. Lota é reacionária, apoia e comemora, para espanto de Elizabeth, o golpe militar. Termina isolada. Mas isso, que faz parte da realidade da história, vem bem depois. As melhores cenas do filme são duas cenas que vêm lá pelo meio. Lota compra uma criança para satisfazer o desejo da ex-companheira de ser mãe. Compra – vai lá, toma o bebê, dá o dinheiro, com a mais aparente, ou completa, das insensibilidades. A cena termina no olhar da mãe que cedeu, que vendeu – para poder dar de comer aos outros filhos. Emenda-se com outro olhar – o de Elizabeth, criança, quando vê a mãe ser arrancada dela e levada como bicho, numa carrocinha que parece de animais, para o manicômio, onde morre. O próprio Bruno Barreto concorda que, inconscientemente, talvez, pode muito bem ter feito o filme por essas duas cenas-chave.

A jornalista Marta Goes escreveu uma peça – Flores Raras – baseada no assunto, ou na ligação de Lota e Elizabeth. Bruno Barreto lhe faz um agradecimento, mas seu filme não se baseia na peça e sim, no livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmem Lúcia de Oliveira. A história tem a estrutura de um melodrama. “Não seria diferente se a história de amor fosse entre um homem e uma mulher.” Sua crítica, tênue, à elite que encampou o golpe militar se faz por meio da perplexidade no olhar de Elizabeth. É um filme muito certinho, limpo, com excesso de música. Bruno defende cada uma de suas escolhas, mas não polemiza. Ele só rebate quando o repórter cita a maneira como mostra o processo de criação de Elizabeth Bishop e o compara às cenas de criação em Brilho de Uma Paixão, de Jane Campion, sobre o romance entre o poeta John Keats e a jovem Fanny Browne. “Aquilo é tudo que eu não queria”, diz o diretor, com veemência.

Fonte: ESTADÃO

06/01/2013

Program Revista do Cinema Brasileiro, conversa com Bruno Barreto e Gloria Pires

O programa exibirá hoje, uma entrevista com Bruno Barreto e Gloria Pires , sobre o filme 'Flores Raras' que a estreia está prevista para março de 2013.



Uma história de amor de duas mulheres ambientadas no Brasil do anos 50 e 60.

Novo longa-metragem de Bruno Barreto, Flores Raras mostra o relacionamento entre a poeta norte-americana Elizabeth Bishop, vivida pela australiana Miranda Otto, e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, interpretada por Glória Pires, que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo (mais conhecido como Aterro do Flamengo) e ganhou o Prêmio Pulitzer de 1956. 



O papel é visto como um dos maiores desafios da carreira da atriz que em coletiva de imprensa disse estar feliz por resgatar a memória de um personagem importante na história recente do Rio de Janeiro e, em paralelo, do país. Educada, sobre a questão homossexual das personagens Gloria deixou claro: Encaro como outro personagem qualquer. O filme não fala sobre a relação entre duas mulheres, mas sobre o amor, independente do sexo.


Falado 90% em inglês, o filme foi rodado em Nova York, Veneza e no Rio de Janeiro. O projeto foi idealizado há mais de dez anos pela produtora Lucy Barreto, com base no livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen Lucia de Oliveira.

Veja um trecho do filme:


OBS: Pra quem não viu, fica a dica de reprise neste sábado dia 12 de Janeiro ás 22h. Pra quem possui TV parabólica o canal é 2, Net é18 e no SKY, 116 . Não percam!